Toda autoridade — no céu e na terra — foi dada a um só nome. Este texto é sobre por que isso muda tudo: da política à vida pessoal. Compartilhe esse post com seus amigos.
No princípio, Deus. E, no cumprimento dos tempos, Deus enviou o seu Filho.
Se a primeira palavra deste blog foi sobre o Criador, a segunda não poderia ser outra: sobre Aquele a quem o Pai enviou para reconciliar consigo todas as coisas — Jesus, o Messias.
Não falo de Jesus como uma figura moral entre outras, um sábio a mais na prateleira das religiões do mundo. Falo d’Ele como o que as Escrituras proclamam: Senhor dos vivos e dos mortos.
Paulo escreve aos filipenses que Deus exaltou Jesus sobre todo nome, “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor” (Filipenses 2:10-11).
Note a extensão dessa afirmação: não é um joelho, é todo joelho. Não é uma língua, é toda língua. Não há esfera da vida, não há nação, não há trono, não há ideologia que fique de fora dessa confissão final.
Isso não é uma ameaça — é um convite antecipado à realidade mais certa que existe.
Porque Cristo não reivindicou apenas autoridade espiritual, reservada a templos e domingos. Ele disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Toda. Isso inclui a política, a economia, a família, a cultura, o trabalho — todas as esferas de que falei no texto anterior.
Se Deus é o Criador de todas as esferas, Cristo é Aquele a quem essas esferas, mesmo sem saber, um dia prestarão contas.
Isso muda como olhamos para o presente. Enquanto o mundo se agita em busca de poder, sentido e segurança, o cristão pode caminhar com uma certeza tranquila: a história já tem um desfecho, e esse desfecho tem um nome.
Meu convite para você, hoje, é este:
Reconheça, desde já, o que todo joelho um dia reconhecerá.
Que Cristo seja, também na sua vida, o critério pelo qual você julga o que é liderança, o que é poder e o que é verdadeiramente digno de ser servido.
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A imagem que ilustra este texto dialoga com uma das mais antigas tradições da arte cristã: o Pantocrator (do grego, “Aquele que tudo governa”). Nos mosaicos bizantinos — como a Deesis de Hagia Sophia, em Istambul, ou os célebres conjuntos das catedrais normando-bizantinas de Cefalù e Monreale, na Sicília — Cristo é retratado entronizado, com a mão direita erguida em gesto de bênção e ensino, e a mão esquerda segurando o Evangelho aberto, frequentemente na passagem “Eu sou a luz do mundo” ou, como nesta imagem, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6).
As figuras nos medalhões ao lado seguem a convenção iconográfica de acompanhar Cristo com a Virgem Maria (Theotokos) e uma santa — aqui identificável pelo ramo de palma, símbolo tradicional do martírio. Já a figura ajoelhada aos pés do trono remete a um motivo comum na arte bizantina imperial, como o mosaico da Porta Imperial de Hagia Sophia, em que um imperador se prostra diante de Cristo: a submissão de toda autoridade terrena diante do único Senhor.
Vale uma nota de transparência: esta imagem específica não é a reprodução de nenhuma obra histórica em particular, mas uma composição gerada por inteligência artificial, inspirada nessa tradição milenar — usada aqui para ancorar visualmente o tema deste texto: a supremacia de Cristo sobre toda autoridade, visível e invisível.
Assista ao vídeo
Conheça a história do Cristo Pantocrator, numa excelente matéria do jornalista Rodrigo Alvarez, correspondente internacional e especialista em reportagens sobre história, religião e grandes conflitos mundiais.
